Pesquisar

Conheça nossos serviços!

Deseja saber mais sobre nossos serviços? Agende uma apresentação agora!

Quero criar um fundo!
Facebook Instagram

Blog

Nunca é tarde para fazer uma Graduação

Postado por em 25/07/2013

O cantor e compositor Milton Nascimento já dizia: “E sonhos não envelhecem”. Nessa linha de pensamento, muitas pessoas realizam o sonho da graduação mais tarde. Umas porque não tiveram condições financeiras após concluírem o ensino médio, outras porque casaram e tiveram filhos, ou até mesmo não sabiam o que iam fazer.

Com isso, aquele estereótipo de uma sala cheia de garotos e garotas na casa dos 20 anos, que entre uma prova e outra fazem uma pausa para as festas e encontros da turma, está cada vez mais distante do que se vê na realidade.

Quem viveu essa experiência foi a historiadora e diretora executiva da Arkive Assessoria, Cláudia Jacobsen. “Eu casei com 16 anos. Logo depois tive a minha primeira filha. Com 18 anos, nasceu a segunda. Em seguida, separei e não tinha como deixa-las sozinhas, por isso não entrei na faculdade naquela época”, diz.

Segundo Cláudia, aos 30 anos, ela começou a cursar publicidade e propaganda, mas teve que interromper o curso, pois uma de suas filhas engravidou. “Então, depois de algum tempo, consegui me graduar em História e, aos 46 anos, estou fazendo uma pós-graduação em Gestão de Documentos de Informação”.

Sobre a experiência, a historiadora conta que “a gente se envolve mais com o ensino do que com a faculdade. Eu não era uma companheira de festas dos meus colegas de classe”.

Com o foco nos estudos, Cláudia acredita que “os jovens têm mais energia para desempenhar as funções acadêmicas, por não terem tantas preocupações. Os que já têm família tem um desgaste maior por conta das obrigações domésticas”. Entretanto, Cláudia ressalta que escolher qual profissão vai seguir aos 17 anos, como acontece atualmente, “é muito cruel. Hoje eu faço o que gosto, por pura opção”.

Sonho realizado

“É um desafio. Na sala de aula existem pessoas mais novas do que eu, mas também alunos mais velhos. Estou adquirindo experiência e fazendo o que gosto”, relata a fotógrafa Érika Neves, de 45 anos, que estuda Educação Física no Granbery. Segundo ela, o incentivo veio de uma amiga. “Quando ela falou, não pensei duas vezes. É muito gratificante e compensador. Tenho aulas práticas, teóricas e vários cursos”, conta a estudante do 3º período.

Para Érika, viver a graduação, além de realizar um sonho, é conquistar espaço no mercado de trabalho. “Conhecimento nunca é demais. O que me levou a fazer o curso é conhecer o funcionamento do corpo humano, suas limitações e o que podemos fazer para melhorar a qualidade de vida de todos”.