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Saber outro idioma é importante?

Postado por em 18/06/2013

A importância de saber línguas estrangeiras em um mundo globalizado parece cliché, mas fica ainda mais evidente diante das novas oportunidades que estão aparecendo para os jovens universitários, como o programa federal Ciência Sem Fronteiras. Mas, no Brasil, a grade curricular das escolas regulares ainda não dá a importância devida aos idiomas estrangeiros. Por isso, recorrer aos cursos especializados ainda é a melhor forma de complementar a qualificação.

O coordenador pedagógico do curso Yes! Idiomas em Juiz de Fora, Everton Rocha Vecchi, alerta para a importância dos exames de proficiência, cada vez mais exigidos pelas empresas na hora de contratar um profissional que necessita falar outras línguas. “Hoje, o aluno não precisa só saber; ele tem que provar que sabe”, diz. Para um universitário, o certificado pode ser obrigatório, por exemplo, para o ingresso em programas de intercâmbio de universidades estrangeiras ou para ser admitido no Ciência sem Fronteiras.

Nas duas unidades do Yes! em Juiz de Fora, que oferecem cursos de inglês e espanhol, metade dos estudantes é de universitários, geralmente sem muito tempo livre para estudar fora da faculdade. Por isso, dinamismo e flexibilidade são levados em conta nas aulas oferecidas para este público.

Ainda assim, uma das principais dificuldades que os cursos enfrentam hoje é a evasão. “Quando chega a um determinado nível, alguns alunos já se dão por satisfeitos, mesmo sem ter um conhecimento completo da língua, ou então não terminam o curso por outros motivos. Começam e terminam os estudos várias vezes. Acabam investindo muito e não tendo o resultado esperado”, observa Vecchi. Ele lembra que a época de faculdade pode ser o período ideal para o aluno se qualificar nesse quesito. “Uma vez formado e inserido no mercado, o ritmo de vida e as obrigações do trabalho impedem que ele se interesse ou tenha uma dedicação maior. Existem profissionais que foram obrigados a voltar para a escola e para cursos profissionalizantes para se manterem no emprego”.

Mesmo que o universitário não pretenda usar uma língua estrangeira em sua profissão futura, o conhecimento de outro idioma pode ser requerido ainda na graduação ou em cursos de pós-graduação. “Em alguns cursos, principalmente de humanas, muitos livros exigidos na bibliografia ainda não foram traduzidos para o português”, lembra Vecchi.

Viagem pelo mundo

Saber idiomas e querer colocar esse conhecimento em prática traz possibilidade de conquistas antes mesmo de concluir a graduação. Foi o caso da universitária Lívia Machado. Aos 23 anos, ela já visitou 14 países além do Brasil: Argentina, Chile, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, República Thceca, Hungria, Áustria, Itália, Suíça, China e Alemanha. Nesses dois últimos, ela chegou a morar por alguns meses. Para se comunicar nesses locais, recorreu – além das mímicas, sim, por que não? – ao inglês avançado, ao alemão intermediário e ao espanhol, língua que passou a se dedicar este ano. “Nunca estudei uma nova língua por obrigação”, ela garante. “Morava em uma cidade muito pequena, com 4 mil habitantes e que não tinha curso de inglês. Então, aos 11 anos, comecei a estudar inglês sozinha, lendo as músicas das minhas bandas favoritas, tentando cantar e traduzir as letras. Só fui entrar em um curso de idioma aos 14 anos, quando me mudei pra Juiz de Fora”.

Aos universitários, uma dica: “O inglês me ajudou na faculdade, para ingressar em um grupo de estudos e pesquisa chamado PET (Programa de Educação Tutorial), e o alemão me ajudou a conseguir o intercâmbio oferecido pela UFJF na Alemanha. Acredito que todo conhecimento é válido, e o mercado de trabalho está cada vez mais globalizado, atravessando sempre as fronteiras físicas e culturais. Portanto, não só o inglês vai fazer a diferença, mas também um segundo e talvez terceiro idioma”, complementa Lívia.